A importância do Orçamento Familiar

O Orçamento Familiar é essencial para poupar.  O que é?  Quais são as despesas e rendimentos da família?  Como e quando elaborar o Orçamento Familiar.

A gestão do Orçamento Familiar é essencial em qualquer família. Normalmente todos sabem quanto ganham por mês, mas poucas famílias sabem responder a esta pergunta:

 – Quanto gastas por mês em despesas familiares?

Se não sabes responder a esta questão, então começa já a fazer o teu orçamento familiar.

Identifica as despesas e rendimentos mensais do agregado familiar.

De uma forma simples, os rendimentos é o dinheiro que a família recebe e as despesas são todos aqueles valores que a família tem de pagar.

Nos rendimentos, além dos vencimentos e/ou subsídios que o agregado familiar esteja a receber, devem ser contabilizados também outras receitas existentes, tais como, juros de aplicações financeiras, rendas, …

As despesas devem ser todas contabilizadas com rigor e detalhe, e agrupadas por categorias, por exemplo:

  • Habitação: crédito habitação ou renda, seguros, eletricidade, água, gás, telecomunicações, condomínio;…
  • Alimentação: supermercados e refeições fora de casa;…
  • Educação: livros, material escolar, fotocópias, propinas e visitas de estudo;…
  • Saúde: consultas e exames, medicamentos, seguros de saúde;…
  • Transportes: combustível, crédito automóvel, passes, estacionamento, impostos automóvel, revisões e manutenções;…
  • Vestuário: roupa, calçado, acessórios;…
  • Lazer: férias, atividades desportivas, cinema, espetáculos; jogos;…
  • Despesas pessoais: cabeleireiro, estética; telemóvel;…
  • Poupança: a poupança deve ser considerada como uma despesa familiar. Deste modo fica assumida a necessidade de poupar e a poupança deixa de ser vista como apenas uma possibilidade. Como regra, o Orçamento Familiar deve disponibilizar para a Poupança 10% do rendimento.

Estas categorias devem ser adaptadas a cada família, excluindo ou adicionando novas categorias conforme necessário, ou de acordo com o detalhe que se pretender para o Orçamento Familiar.

ATENÇÃO: todas as despesas devem ser contabilizadas. Não existem despesas “insignificantes” quando o nosso objetivo é poupar.

Define as despesas como prioritárias e secundárias e determina quanto dinheiro pode ser gasto por mês.

Agora que já sabes onde estás a gastar dinheiro, analisa todas as despesas e verifica quais os valores que podem ser reduzidos ou mesmo eliminados de modo a que o valor total das despesas nunca seja superior ao valor dos rendimentos. Não te esqueças que tens de contar sempre com a poupança como despesa.

Esta tarefa deve ser bem ponderada com toda a família pois pode colocar em risco o sucesso do planeamento familiar. Todos devem concordar com as reduções a efetuar.

Define objetivos.

Mais do que servir apenas como um controlo, o Orçamento Familiar deve conter objetivos que incentivem à poupança. Os objetivos devem ser realistas, alcançáveis e motivadores.

Por exemplo: Se após a realização do 1º Orçamento Familiar, concluiu que está a poupar 5% do rendimento mensal, pode definir como objetivo que nos meses seguintes essa poupança será de 5,5% no 2º mês, 6% no 2º mês,… até atingir 10%.

Analisa e controla os resultados.

Como é lógico, o Orçamento Familiar deve ser encarado como uma rotina e não como algo a fazer de vez em quando. Mantém sempre o registo das despesas e não permitas desvios ao orçamento definido. Se num determinado mês tiveste uma despesa inesperada que te fez afastar do objetivo planeado, define objetivos mais apertados nos meses seguintes que te permitam recuperar essa despesa inesperada.

Não te esqueças.

Sempre que não souberes responder à questão: – Quanto estás a gastar por mês em despesas familiares? – é bem possível que estejas a gastar mais do que ganhas!

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